terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Na música, a afinação corresponde ao processo de produzir um som equivalente a outro (embora provavelmente de timbre diferente), por comparação. É, assim, classificado qualitativamente como bom ou mau (boa afinação/má afinação).
A comparação pode ser entre uníssonos ou com intervalos vários.
Próxima à afinação entre uníssonos está a utilização de um intervalo de oitava (por ser a mesma nota, embora numa escala diferente).
Um facto curioso que pode ocorrer durante a afinação (dependendo do instrumento), é a ressonância. Por exemplo, é frequente, durante a afinação de uma guitarra, uma corda reagir ao som de outra corda, sinal de que a afinação está bem feita.
A afinação pode processar-se de diversas maneiras:
Afinação e temperamento não são a mesma coisa. A afinação envolve o ajuste, por uníssonos ou intervalos naturais (que podem ser expressos por fracções de inteiros), da altura das notas de um instrumento às de um outro ou, por exemplo, de uma corda de guitarra a uma outra. Se o intervalo não estiver afinado naturalmente, ouve-se um batimento produzido pelos harmónicos desafinados (uma vibração ondulante tipo «uáuáuáuá»); se estiver afinado, não se ouve esse batimento. O temperamento envolve o ajuste da altura de notas afastando os intervalos do seu valor natural «harmónico» para fazer com que os intervalos caibam numa oitava. Os intervalos resultantes geram batimentos e são intervalos que só podem ser expressos por números irracionais.
Altura ou afinação de padrão
Hoje em dia afinadores e diapasões se referem ao tom A3, que é o terceiro do teclado comum, e definem-no com 440 Hz, que são 440 vibrações por segundo. Antigamente a altura variou muito de região em região, e existem instrumentos históricos como órgãos nas igrejas antigas, que até hoje não se adaptaram a essa definição. Por isso tem músicas que no original são anotados em um tom, mas hoje são executadas diferente, se se sabe, que a afinação original diferiu muito da de hoje. Também hoje não é assim, que se toca em todos os lugares com 440 Hz. As orquestras tocam normalmente mais agudo, entre 442 e 446 Hz. Um grupo de flautas doces de plástico, sem acompanhamento de outros instrumentos, toca normalmente com todas as flautas totalmente encaixadas, e assim ficam também por volta de 443 Hz. Para se adaptar a um teclado têm que puxar uma flauta já mais ou menos um milímetro para fora. Instrumentos variam também dependendo da temperatura do ambiente. Se fica mais frio, flautas, órgãos e outros instrumentos, que trabalham com ar, viram bastante mais graves, já que o ar se encolhe e o instrumento vira grande demais em relação ao ar. Em contramão as cordas se encolhem no frio e instrumentos como violinos e outras cordas viram assim um pouco mais agudos.
O primeiro contrato para definir uma afinação para todos os países aconteceu em Paris em 1788, que definiu o A3 com 409 Hz. Em 1858 o a Academia francesa aferiu o tom com 435 Hz, o que virou lei na França pelo governo de Napoleão III e depois em outros países avizinhados.[1] [2] [3] [4]
Em 1939 a International Federation of the National Standardizing Associations em Londres definiu o A3 com 440 Hz, outros países seguiam. É uma norma e não uma lei, cada músico ou cada grupo tem a liberdade de escolher uma outra afinação.
Tendo um tom definido, os outros se afinam ou em passos iguais ou desiguais. Na afinação temperada ou temperamento igual a escala se divide em passos iguais, na Europa e na América e na maioria dos outros países normalmente 12 meio-tons iguais, mas existem vários outros métodos que deixam os passos não exatamente iguais como o Temperamento mesotônico ou "Werckmeister 3", entre outros.

Diapasão é um instrumento metálico em forma de forquilha, que serve para afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura. Foi inventado por John Shore (16621752) em 1711, trompetista de Georg Friedrich Haendel. A forquilha é afinada em uma determinada frequência (atualmente o mais comum é o de 440 Hz). Ao ser golpeado contra uma superfície, as duas extremidades da forquilha do diapasão vibram produzindo a nota que será utilizada para afinar o instrumento musical. Em geral, é necessário encostar a outra extremidade do diapasão na caixa de ressonância do instrumento para amplificar seu som e permitir que seja ouvido à distância. O mesmo efeito pode ser conseguido se a extremidade do diapasão for encostada na caixa craniana próximo à orelha. Com as mesmas finalidades, existe também o diapasão de sopro, normalmente utilizado para afinar guitarras e outros instrumentos de cordas. Esses diapasões são como pequenas gaitas, que têm uma palheta afinada para a altura de cada corda do instrumento a afinar. Essas pequenas gaitas, são conhecidos por Lamiré (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa), forma aglutinada das notas "Lá", "Mi" e "Ré". Daí a expressão "dar um lamiré". [1] [2] [3]


Diapasão - Característica de um som determinada pela frequência de vibração das ondas sonoras. Os sons agudos têm frequências mais altas do que os sons graves. Quando um violinista afina seu instrumento, ajusta cada corda de maneira que vibrem um certo número de vezes por segundo. Na realidade, a maioria dos sons que ouvimos é uma mistura de várias frequências. Os sons produzidos por um instrumento musical, um apito ou uma sirene têm várias frequências ao mesmo tempo. A frequência mais baixa, chamada fundamental, é considerada a frequência da nota musical. A fundamental é produzida pela vibração do objeto de acordo com o comprimento, massa ou outras características físicas. As frequências mais altas, chamadas harmónicas, são produzidas por vibrações secundárias desse corpo. As frequências harmônicas são múltiplos inteiros da frequência fundamental.
 

https://www.youtube.com/watch?v=3R8xDvhJk54

Nenhum comentário:

Postar um comentário